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Blog Action Day - Get Involved!

February 28, 2007

Resumo de alguns escritos

Sobre a declaração politica dos eleitos da CDU


Só uma excessiva ingenuidade pode impedir de perceber que o esquema adoptado pelos eleitos da CDU “cheira a tauromaquia”- Numa boa chiquélina, o toiro rodopia sem volta. Não viu ninguém, apenas o vulto do capote. O inimigo é abstracto, anónimo e anticomunista.

in Arre Macho

Se não forem os “anónimos”!


Conta-se no Arre-Macho que, embora a casa de um munícipe seja assunto para discussão na Assembleia Municipal, essa é uma mera casinha e não o casarão que seria suposto discutir-se e então sobre o PDM nada, mesmo com a não presença simbólica do grande controleiro Manuel Madeira.

in Alhos Vedros ao Poder

Marionetas ao serviço de interesses obscuros


Existem políticos portugueses que “são marionetas ao serviço de interesses obscuros”. A frase é de Paulo Morais, professor universitário e autor de Mudar o Poder Local e aqui fica um enxerto de uma entrevista que lhe foi feita, quando da publicação do livro.

in Viver Alhos Vedros

Parece que os Pareceres, afinal…


No jornal Sol, o presidente da CCDRLVT aparece a afirmar que, afinal a questão do PDM da Moita está longe de ser pacífica e que certas alegações moiteiras quanto a aprovações e pareceres serão assim um pouquinhoinhoinho exageradas:

«O responsável da CCDR-LVT, que falava à margem de um encontro com os serviços da Divisão Sub-Regional de Setúbal para fazer o balanço do processo de desconcentração de serviços naquela região, mostrou-se incomodado com a polémica em torno da revisão do PDM da Moita, reconhecendo que o processo «não é nada pacífico».


in Alhos Vedros ao Poder

Simplex para a corrupção


Em artigo publicado no jornal “o Sol” de ontem, Fernando Santo, bastonário da ordem dos engenheiros, critica os dois grandes projectos do governo a Ota e o TGV e denuncia a existência de um “Simplex para a corrupção em Portugal”

in Viver Alhos Vedros

Provedor de Justiça recomenda criação de decreto regulamentar que uniformize critérios de reclassificação do solo.


O Provedor de Justiça dirigiu uma Recomendação ao Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades para que seja promovida, com a maior brevidade possível, a preparação do decreto regulamentar previsto no artigo 72º, n.º 4, do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), concretizando e uniformizando critérios de classificação do solo. A actual omissão regulamentar origina uma imprecisão dos critérios de admissibilidade da reclassificação do solo rural como urbano, com o consequente risco de adopção, pelos municípios, de critérios díspares ou inadequados às finalidades de preservação do espaço rural e de contenção da urbanização dispersa e desordenada. Por esse motivo, Nascimento Rodrigues recomendou que, até à concretização da necessária regulamentação, seja suspensa a ratificação de planos directores municipais revistos (na parte em que contenham reclassificações de solos) e que as comissões de coordenação e desenvolvimento regional recebam instruções para condicionarem as reclassificações nos procedimentos de acompanhamento.

in Alhos Vedros ao Poder

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade
Triângulo de sucesso na Moita – Factos I


    a) Novo Consultor do Presidente da Câmara da Moita tem curriculum.
    b)MACLE, SA contrata o Gabinete Bruno Soares Arquitectos, coordenado pelo Arquitecto Luís Bruno Soares

in Alhos Vedros ao Poder

PS/Montijo: As mais valias ilícitas no urbanismo são as causas das polémicas nas câmaras


A comunicação social em Portugal, está quase diariamente a denunciar crimes nas Câmaras Municipais, por causa da corrupção provocada por favorecimentos aos grandes construtores civis e urbanizadores para que os milhões euros de mais valias que a lei permite na alteração do uso do solo, ainda sejam maiores.

in jornal O Rio

FUGAS À MARGEM


Nessa senda saúda-se o empenho do jornalista José Antonio Cerejo que hoje no PUBLICO faz uma análise ao processo, ao tratamento da informação e ás irregularidades que tem acompanhado na Moita.

in A Sul

 

February 13, 2007

Mantenha-se atento!

Não deixe de visitar o Alhos Vedros ao Poder, o A Sul, o Brocas, o Arre Macho, o Várzea da Moita, o Lado Certo... e até o Banheirense.

Assim que possível retomaremos a edição de toda a informação aqui neste espaço.

 

February 10, 2007

Bruxelas quer punir crimes ambientais com prisão

Em Portugal, as penas vão de um a 10 anos de cadeia

A Comissão Europeia propôs hoje, em Bruxelas, uma directiva que cria a figura de “crime ambiental” e prevê penas de prisão até 10 anos para atentados graves contra o meio ambiente, como o derramamento de substâncias perigosas. Portugal já pune os crimes ambientais com penas de um a dez anos.


in Sic Online, Vida

Punir, pune, mas pouchinho… muito pouchinho e nunca os de certa grandeza, que esses são desanexados antes.

 

As últimas!

Margem Sul - capa

De hoje… que amanhã é dia de reflexão e o Povo também precisa de descanso de tanta desgraça.

Então aqui ficam os links para as ditas:

Os Hipócritas do Costume
O Poder Moiteiro Continua nas Primeiras Páginas
A Enjeitada da Margem Sul – Drama Folhetinesco em Forma de Tetralogia com Apenas 3 Episódios que o Último Está para Vir
Devem ser dados todos os esclarecimentos
A política da avestruz
A ponta do Iceberg

E anunciar o arranque do Baixa da Banheira ao Poder. Vamos a vêr se fica tão “bom” com’ó outro.

 

Os autarcas e as obras públicas

Os autarcas e as obras públicas

Não é meu mas sim do blog Fliscorno. Façam favor de comentar por lá mesmo...

 

February 9, 2007

Mais sobre o mensageiro

Ainda sobre o mensageiro, alguns artigos no A Sul:

Fugas à Margem (e a digitalização do jornal para consulta)
MOITA - OS DESMANDOS DO PODER LOCAL E CCDR- LVT

O que dizem de outros que deram o nome e abriram a boca: exemplo 1 e exemplo 2

De notar que contraditório cá pela terra a tudo o que foi publicado: ZERO ou quase... Ficaram-se por uns detalhes muitissímo acessórios e mais nada.

 

February 8, 2007

Matem o mensageiro

Numa manobra tradicional e comum de certos aparelhistas locais começou1 2 a campanha de difamação e descredibilização do jornalista José António Cerejo do jornal O Público.

Diz o Povo e quem tanto afirma gostar de estar com ele, deveria ouvir a sabedoria popular:

Quem Não Deve, Não Teme
Diz-me Com Quem Andas, Dir-te-ei Quem És.

 

Porque Será?

Que o shôr Presidente, perante as sucessivas notícias do Público, em vez de fazer exercer o seu direito de resposta na publicação em causa, de âmbito nacional, preferiu espalhar o seu “esclarecimento” apenas na imprensa local?

A resposta é simples, mas fica para mais logo.

 

Ora Toma e Embrulha

E não é nada que não estejamos aqui no AVP, mortinhos de escrever. Por cá impera o pensamento único e quem desalinha é anti-comunista, fascista ou, muito pior, muito pior nos tempos que correm, “anónimo”. Mas esta gentinha tem da democracia um entendimento meramente instrumental e a sua educação cívica é assim como que muito escassa, para não dizer coisa bem pior.


No Público de hoje (depois entrará a imagem, logo se vê, pois aqui fica o textinho todo e que excelente que ele é...):
.
A Câmara da Moita e a informação
Aquilo de que aqui se fala não é das relações do poder local com a imprensa, mas sim da liberdade de informação que muitos políticos torpedeiam diariamente. Responder aos jornalistas não é um favor: é uma obrigação legal.
Por José António Cerejo


O presidente da Câmara da Moita, João Lobo (PCP), acaba de dar um contributo inestimável para a fixação de um novo entendimento do que deve ser a transparência do poder local. Simultaneamente mostrou como se põe em prática, apostando na impunidade da violação da lei, um modelo de relação entre os órgãos do Estado e a comunicação social, muito em voga entre políticos de todos os partidos, que ignora a Constituição e faz gato-sapato das leis da República.Vem isto a propósito do modo como aquele autarca reagiu às sucessivas notícias em que o PÚBLICO, desde há duas semanas, tem vindo a dar conta de certos aspectos da revisão do Plano Director Municipal da Moita. Trata-se de situações que têm provocado uma vasta contestação local e indiciam o favorecimento de uns poucos promotores imobiliários, em detrimento de centenas de pequenos proprietários – ao mesmo tempo que apontam para um quadro de relações obscuras entre responsáveis do município e beneficiários da revisão do PDM. Situações que exigem respostas claras e rigorosas, quanto mais que não seja em defesa do bom nome das instituições e das pessoas em causa.Mas o que fez João Lobo quando solicitado, por escrito, a esclarecer os assuntos com que foi confrontado pelo PÚBLICO? Em primeiro lugar, como mandam as regras, mandou informar que teria “todo o gosto” em responder. Só que, acrescentou o seu chefe de gabinete, tal não seria possível no prazo solicitado, que era de quatro dias. As respostas, adiantou, seriam dadas “dentro das disponibilidades dos serviços”. Passada uma semana, contudo, nenhuma das 24 perguntas feitas tinha tido resposta. Apenas duas questões adicionais, colocadas “com prioridade sobre tudo o resto” na véspera da paginação do primeiro dos trabalhos publicados, obtiveram alguns esclarecimentos parciais, e ainda assim só após grande insistência.
Saídos a 28 de Janeiro, os textos tiveram um enorme impacto no concelho, levando mesmo um antigo presidente da Câmara da Moita, também eleito pelo PCP, e actualmente director do jornal on-line O Rio, Brito Apolónia, a escrever que, embora o hábito de João Lobo seja o de “meter a cabeça na areia”, desta vez tinha de dar “uma resposta firme e esclarecedora”.O autarca, porém, manteve-se fiel ao seu hábito e nada disse, nada entendendo dever esclarecer durante dez dias, como se a transparência da gestão pública não o obrigasse a fazê-lo de imediato, para já não dizer quando foi questionado pelo jornalista.
Mas para que não digam que “mete a cabeça na areia” decidiu ontem enviar, não ao PÚBLICO, mas ao jornal local O Rio, duas páginas em que supostamente esclarece as “insinuações e acusações” que lhe têm sido dirigidas. Na verdade nada esclarece, limitando-se a repetir o discurso da bondade da revisão do PDM e a comentar lateralmente, com falsas justificações, um aspecto menor das notícias aqui divulgadas. Quanto ao resto nada diz, baralha a realidade dos contactos que o PÚBLICO manteve com o seu gabinete e diz-se “sempre disponível para prestar os esclarecimentos solicitados pela comunicação social, num quadro de razoabilidade e das regras normais de funcionamento das instituições”.
Mas para lá da cassete, e como se a obrigação de responder aos jornalistas não fosse uma consequência legal da liberdade de acesso às fontes de informação e da liberdade de expressão consignadas na lei de imprensa e na Constituição da República, continua, ainda hoje, sem responder às 24 perguntas do PÚBLICO. Acreditando que a impunidade perante a violação da lei tudo permite, o seu chefe de gabinete informou, aliás, anteontem, que essas perguntas não terão resposta. Motivo: a câmara entende que, tendo já sido publicado um artigo sobre o assunto, “nada mais” tem “a acrescentar ou a informar”. Fica-se à espera de saber se o PCP e Os Verdes partilham a opinião do autarca da Moita acerca das relações entre o poder político e os jornalistas.

 

February 7, 2007

Tudo Dentro!

Apareceu por aí um “alguém” (não gosto de tratar indevidamente as pessoas por “anónimos”), em traje de incógnito, a chamar a atenção para as buscas da PJ na Câmara de Salvaterra de Magos, como se isso nos aquecesse ou arrefecesse.

É para onde eu me deito melhor.
Quero lá saber.
Ou melhor, quero que tudo leve bom destino e que esse seja a Justiça.

Porque tudo isto do clientelismo, compadrio e negociatas é transversal aos partidos, do CDS no antigo Marco de Canavezes ao Bloco de Salvaterra, passando por Lisboa, Felgueiras, Gondomar e quiçá paragens desta banda.

Que fique explícito para memória futura: o “poder moiteiro” está espalhado por todo o país e é tipo canmaleão, assume a cor dos interesses que dominam cada zona e alimenta-se da fraqueza e vaidade humanas.

Já agora, as buscas em Salvaterra foram feitas após mais de um ano de investigações, curiosamente despoletadas por denúncias anteriores às eleições autárquicas de 2005.
Curioso, não é?
Há aí alguém com um calendário e com tempo para fazer contas?

(é que nos ameaçaram com a PJ por essa mesma altura e nada me daria mais gosto do que me fizessem uma busca ao computador e encontrassem algumas coisas… felizmente com cópias em papel já a salvo)

 

Interesses Privados, Colaboração Pública

Mesmo para os mais fiéis próceres do regime moiteiro a peça jornalística do Público de hoje é passível de agitar as consciências mais empedernidas.
Não é uma peça anónima.
É uma peça baseada em documentação mais do que verídica (parte dela já me passou pelos olhos, em especial a da multiplicação dos euros).
É uma peça feita por alguém com credibilidade jornalística e longo historial na desmontagem deste tipo de esquemas (casos como os das judiarias na CMCascais ou mais recentemente da Fundação D. Pedro IV têm a sua marca).
Ao contrário do que o shôr presidente afirma não é obra de cibercobardes, nem se baseia em materiais nossos (se o fosse não viria mal ao mundo porque nunca publicamos documentos falsos ou temos “lapsos” nos anexos ou fiscalizações míopes), mas sim em documentação pública e legislação em vigor.
Aliás, é estranho que nos seus “esclarecimentos” JLobo elogie tanto o trabalho feito na preparação da revisão do PDM (pudera… grande parte dependeu dele) e aparente ignorar os atropelos feitos à legalidade, nomeadamente no caso em apreço.
Acredito piamente que JLobo nada perceba destes assuntos ou que os entenda pela rama, dependendo de assessorias e consultorias para tomar decisões.
Vamos ter essa interpretação caridosa dos factos.
Mas nesse caso, eu despediria com justa causa as assessorias e não renovaria certas avenças de quem deveria estar a par das leis. Afinal o homem tem amigos que lhe podem valer e dar abrigo, não ficaria no meio da rua.
O problema de tudo isto é que há quem tenha da gestão dos solos e da coisa pública uma visão meramente instrumental e se existe estratégia essa não é de benefício da coisa pública, como se vê pelos lucros que em meia dúzia de anos uns “certos e determinados” senhores, sempre em grupo restrito, conseguem gerar.
Nem a banca consegue margens de lucro tão altas (parece que em 2006 foram apenas de 40%, o que é mínimo em comparação com estes negócios da China em plena Moita).
Resta saber até que ponto este tipo de assunto era de comnhecimento mais alargado e quem deu a benção a tais negócios à margem da lei, em especial dando de mão beijada a hipótese de gordas indemnizações em caso de não cumprimento dos protocolos.
E neste processo uma CCDR a funcionar em piloto-automático também não escapa bem vista, ou mesmo o Instituito das Estradas.
Por isso eu tanto desconfio de estruturas intermédias do Estado, de tipo regional, ocupadas preferencialmente por clientelas.
Colocadas lá as pessoas certas, tudo rola e desliza.
Venha a regionalização encapotada ou não e tudo isto piorará.

E não nos deixemos confundir pelas retóricas: estes assuntos e comportamentos não estão muito distantes – como bem se percebe – dos que têm marcado ultimamente as notícias em relação à Câmara de Lisboa.
E depois o trajecto é o mesmo: há denúncias que não são levadas a sério pelos poderes, a coisa vai chegando ás páginas interiores dos jornais, depois á primeira página e depois já sabemos como tudo acaba por decorrer.
Vamos acreditar que JLobo entra nisto como figurante distraído, como alguém que não compreendeu bem o alcance do que fez.
Vamos dar-lhe esse enorme benefício da dúvida e acreditar que foi mal assessorado tecnicamente, que não conhecia as leis em vigor e que as condições negociadas nos protocolos foram apenas da responsabilidade de quem de Direito.
Vamos ter ainda esperança que o homem, depois de demonstrado o erro, emende a mão.

A esperança é a última coisa a morrer.


(e já agora, a notícia tem um erro ao assinalar que foi pago 1,5 milhões de contos a Tomás Cruz, pois foi apenas 1,5 milhões de euros, pois parecendo que não é apenas um quinto daquele valor)

 

Toque de Alvorada

Câmara da Moita e CCDR abrem as portas a mega-urbanização no canal do TGV (eu já coloco a imagem de toda a notícia do Público, com o devido comentário)
José António Cerejo


Mesmo que nada se venha a construir no local, os proprietários conseguirão milhões em indemnizações
A proposta de revisão do Plano Director Municipal (PDM) da Moita, já aprovada pela câmara local e pela administração central, prevê a urbanização de uma quinta de 27 hectares que está classificada como Reserva Ecológica Nacional (REN) e se situa no meio do canal reservado aos acessos à futura ponte Chelas-Barreiro e à passagem do TGV. A delimitação deste canal foi feita por um decreto publicado em Maio de 1995, mais de um ano antes do início da revisão do PDM do concelho.

A situação tem semelhanças com a da antiga Fábrica Nacional de Sabões, em Marvila, mas é provavelmente mais grave, na medida em que, na Moita, além de se tratar de um espaço da REN, a viabilidade do loteamento só começou a ser trabalhada depois da publicação do Decreto 17/95, que delimita a “zona de defesa e controlo urbanos” da terceira travessia do Tejo.

A atender ao texto desse diploma – que pretendia contrariar “as previsíveis pressões urbanísticas e especulativas” que viessem a dificultar o projecto -, a criação do corredor de acesso à ponte devia, desde logo, “ser tida em consideração nos trabalhos de elaboração dos planos municipais que incidam sobre a área em questão”. A verdade, contudo, é que isso não aconteceu na Moita. E embora a câmara não pudesse deixar de conhecer a existência da “zona de defesa e controlo urbanos”, estabelecida naquele decreto, a urbanização das Fontainhas foi assumida como um objectivo da reformulação do plano. Ocupada desde há muito por uma vacaria e situada entre o núcleo urbano do Vale da Amoreira e o IC21 - a via rápida que liga o Barreiro à Auto-estrada do Sul -, a quinta avultava no corredor reservado à futura travessia como a única grande mancha não construída e pertencente a um só proprietário. Mas estando classificada como REN e incluída no corredor da ponte desde 1995, o seu valor era muito baixo, tanto mais que até a sua actividade pecuária estava condenada, face à sua inserção em meio urbano.

Conhecedora de tudo isto e da intenção camarária de viabilizar a urbanização daquele espaço, a imobiliária Imomoita, pertencente a dois dos principais empresários da construção civil do distrito de Setúbal, Emídio Catum e Teodoro Alho, tratou de garantir a consolidação da vontade municipal antes de comprar os 27 hectares das Fontainhas, em Abril de 2000. Para isso negociou com o município, através do consultor jurídico da autarquia, Rui Encarnação, um protocolo que viria a ser assinado no final daquele ano e no qual a câmara, face à disponibilidade da Imomoita para lhe ceder gratuitamente diversos terrenos noutros locais, declarava formalmente a sua intenção de classificar a propriedade, no âmbito da revisão do PDM, como “solo urbano de finalidades habitacionais, comércio e serviços”. O texto do acordo acrescentava que o índice de construção a autorizar futuramente na quinta seria de 0.7, o que permitiria construir ali mais de 190 mil m2, equivalentes a 1900 apartamentos de 100 m2 cada.


Revisão do PDM ignora canal para a ponte.

Com a garantia de que a câmara queria viabilizar a sua urbanização, a empresa avançou para a compra dos terrenos, sendo o negócio fechado com o apoio do escritório particular de Rui Encarnação – o consultor camarário para quem uma outra empresa de Emídio Catum estava a construir uma luxuosa moradia no concelho (ver PÚBLICO de 28/01/07). Questionado há algumas semanas sobre o valor pago, Emídio Catum disse que “devem ter sido uns cinco milhões de euros”, embora não se recordasse do valor exacto. De acordo com a escritura, no entanto, a quinta custou cinco milhões de contos [cerca de 25 milhões de euros], valor que os conhecedores do mercado dizem ser impensável para uma propriedade situada na REN e incluída no corredor da futura ponte. Ao que dizem alguns vizinhos, porém, o antigo proprietário, Tomás Cruz, não terá recebido mais do que 1,5 milhões de euros, o que até seria muito face às condicionantes. O vendedor, por seu lado, recusa-se a falar sobre o assunto, alegando que se encontra muito doente. A esposa, que também interveio na escritura, limita-se a responder: “Pergunte ao comprador.”

Os sócios da Imomoita criaram entretanto ilegalmente uma cooperativa de habitação, a Parcoop, à qual venderam a quinta por 26,7 milhões de euros em 2003. E a versão final do projecto de revisão do PDM, aprovado pela câmara e pela comissão técnica de acompanhamento, onde tem lugar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), contemplou as Fontainhas com a supressão da REN e com a classificação de mais de dois terços da sua área como espaços susceptíveis de serem urbanizados, sem que o corredor da ponte se vislumbre na planta de ordenamento.

No passado dia 25 de Janeiro, um novo decreto substitui o 17/95 e confirma o canal reservado à ponte e ao TGV, tornando-se praticamente certo que nada, ou muito pouco, do que está no protocolo e no projecto de revisão do PDM irá por diante. Falta saber até que ponto os direitos indemnizatórios da Imomoita/Parcoop se multiplicaram em todo este processo, com o apoio da câmara e da CCDR.

 

February 6, 2007

Estamos esclarecidos. Obrigado!

O Orgão Oficial de Comunicação Social do PCP na Câmara Municipal, vulgus O Banhereirense, já publicou a resposta do Exmº Sr Presidente João Lobo, SOBRE INSINUAÇÕES E ACUSAÇÕES DIFUNDIDAS PELA COMUNICAÇÃO SOCIAL e, presume-se, «com origem em diversas fontes, envolvendo a Revisão do Plano Director Municipal e os protocolos a ele associados e o licenciamento de uma obra no Penteado, que parecem ter como único objectivo denegrir a imagem do Município da Moita, lançando suspeitas e insinuações sobre o seu Presidente»

A lêr aqui e aqui.

D’O Banheirense compreende-se o ser correia de transmissão do srº Presidente, mas só é pena que O Rostos não se tenha preocupado com fazer alguma investigaçãozinha e se preste a esta lamentável posição de folha de couve de partido político.

De salientar este pedaço de prosa tão bem feita:

Não posso todavia deixar de registar a falta de rigor do Sr. Jornalista em causa ao incluir, erradamente, nos seus artigos a maior Cooperativa de Consumo do país, a Pluricoop, porventura como resultado da obsessão desenfreada pelo ataque fácil ao Município da Moita.

Ó srº Presidente (ou ao assessor que lhe escreveu isto), vá lá lêr o jornal outra vez (cópias digitalizadas abundantemente aqui, no AVP e no Berbequim) e perceberá que o jornalista, sujeito manhoso de certeza, estava a falar era da PARCOOP! PARCOOP, senhor, e até pôs os nomes dos sócios e tudo.

A última parte ainda a salientar é a que o nosso amável presidente nos dedica:

“A minha dignidade, honestidade e sentido de responsabilidade não são abalados por notícias infundadas, pela desinformação ou por alguns “blogs” que, como escreve Miguel Sousa Tavares, não passam de “cybercobardia” – o paraíso do discurso anónimo e impune mas que, infelizmente, são uma fonte de “informação” privilegiada e credível (!) para o nosso jornalismo.”

Obrigado, sr. Presidente. Obrigado por achar que agora nós afinal existimos e até somos um espinho nas suas negociatas.

Mas olhe que o senhor jornalista em questão usou DOCUMENTOS e não postas de pescada lançadas por quaisquer ignotos anónimos.

A extranha coincidência de serem os mesmos documentos sobre os quais nós escrevemos — e/ou virem a corroborar as nossas opiniões e responder às nossas interrogações de anos — é uma MERA COINCIDÊNCIA.

Mais sobre o tema:

Resposta a João Lobo
João Lobo Finalmente Responde
Estou fa’cinado
Sim, Não ou Nim?
A vida é feita de “pequenas” gralhas….
MiA’s e PoW’s

 

February 5, 2007

As últimas novidades

FADESA's Place na Fonte da Prata

Para não nos repetirmos muito ficam só as referências:

A nível local…
Há que tê-los no sítio
Cenários, mesmo que só paralelamente relacionado com o PDM
E se? Artigo interessante relacionado com a FADESA que por cá também anda a fazer das boas…
FADESA. Foi desta ou será desta?
Diario de Noticias, 02/02/2007 Página 33
PS Moita pede explicações, embora todos já soubesses parece que só agora é que se aperceberam.
No Jornal Nova Democracia
Em Para Memória Futura
As Bocas do Lobo – #1 – O Passado Ano Futuro e Tal
As Bocas do Lobo – #2 – Uóte duiu mine?
As Bocas do Lobo – #3 – O Quê? Como? Importa-se de Repetir?
As Bocas do Lobo – #4 – Os pormenores e a Confissão Total
Olha Outro Alarmista

E ainda as contraposições do Poder (via O Banheirense, claro):

Entrevista com João Lobo, por João Figueiredo

E o resto é um expressivo silêncio.

 

February 2, 2007

Sigam as pistas...

Sigam as pistas...Uma das jovens promessas amoitadas ousava há alguns dias escrever sobre as tramóias que envolvem o PDM e alegava que se havia problemas em apenas uma das desanexações previstas naquele documento, afinal estava quase tudo bem.
Esse é um caminho muito, mas muito errado de argumentar.

Porque uma coisa é só ter sido divulgada publicamente uma desanexação problemática.
Outra é só existir essa.
E outra ainda é pensar que não é possível encontrar o gato de fora de outras.

Porque há documentação que é obrigatoriamente pública e cujo acesso não pode ser sonegado, a menos que “desapareça” ou seja objecto de um “lapso”.

Por isso mesmo talvez seja boa ideia a defesa do poder moiteiro ir por outro caminho, caso contrário enterra-se até ao pescoço.
Porque se a imprensa local e nacional começar a ir atrás de várias desanexações previstas é capaz de ir dar quase sempre às mesmas portas (em alguns casos é exactamente á mesma).

E os traços da coisa também são sempre muito semelhantes:

  1. Terreno em REN com pouco valor.

  2. Uma oferta “generosa” aos tadinhos dos infelizes proprietários de há muito.

  3. Uma negociação paralela com a CMM sobre o destino ao dar ao “solo”, com o aval do actual Presidente, agora ou enquanto era vereador do Urbanismo, que afirma não ligar “a esses pormenores” da propriedade das terras, o que é estranho pois se admite negociar com os seus proprietários é porque deve saber quem são.

  4. Um protocolozito feito sob a supervisão de um amigo comum das partes envolvidas.

  5. Uma desanexação à medida.

  6. A multiplicação do valor dos terrenos por 5, 10 ou mais vezes o seu valor original.

Depois é tudo muito legal, muito transparente, muito “perspectivar de potencial urbanístico” e mais umas baboseiras do género.
E somos todos muito parvos, claro e acreditamos que as galinhas só não têm dentes como até usam aparelho para ficar melhor na fotografia.

Não nos gozem, por favor.
Podemos ser parvos, mas não tanto.

 

A Moita na Imprensa Internacional ? ? ? ?

Deve ser montagem.
Em todo o caso o artigo original está todo já aqui: Corrupção no Poder Local

 

Para memória futura

A notícia não traz grandes novidades, embora permita expandir o interesse sobre o assunto, para além de dar voz à oposição na imprensa nacional.
É mais uma areiazinha na engrenagem das avestruzes.
Finjam que não é nada e acabam todas depenadas.
Ao menos já pararam com a ladaínha dos Tribunais pois perceberam que é a melhor maneira do cuspo lhes cair todo em cima.
Deve ser do arrefecimento global.

 

Ê pá! Eu também quero...

Eu também quero um assim…
Onde é que estão a dar? O que é preciso fazer? Onde me inscrevo?

 

Como se nada se passasse...

... e porque devem ter muito pouca coisa sobre o que falar, falam sobre o “tempo”.

Isto é que vai uma crise!

 

Já imaginaram o trabalho...

A piscina do Encarnação - Clique para vêr mais...

... que deu ao fiscal moiteiro não ver tamanha piscina?
O homem deveria ser já aposentado, tadinho, de tão fraca visão.

Eu acho que é motivo para ser recompensado e mandado para casa.
Ou então foi um lápis ou um lapso ou que é que chamam a estas coisas na CMM.

(com imagem surripiada ao Google Maps)

 


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