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November 25, 2005

MOITA AVANÇA PARA O RIO

Aterros na Fonte da PrataUrbanizar em zonas junto ao rio, em terreno agricola que deveria ser preservado não é na Margem sul exclusivo deste ou daquele concelho, mas pior que isso, uma politica que parece concertada entre todos.

Veja-se na imagem o que está a acontecer na Fonte da Prata a Oeste da Moita,
mais betão sem mais nada… mais palavras para quê? A imagem é elucidativa , clique (na imagem) para ver todo o explendor desta mega urbanização em que é já visivel para onde vai crescer


in A Sul por Ponto Verde

Mais palavras para quê? É até à bordinha da água. Mas, é claro, os edifícios que lá ficarão serão os públicos que, como é evidente, nunca serão construídos OU serão construídos mas com maus materiais e estarão degradados em menos de nada OU custarão os olhos da cara a construir.

É assim que os nossos autarcas defendem o que é nosso.

 

E ainda...

Vala RealMemórias aéreas do Campo de São Lourenço, onde as equipas do CRI jogaram até serem obrigadas a ir-se embora para… nada?

Não! Ao fim deste tempo todo já se sabe para que vão servir os terrenos.

Atenção à Vala Real que fica ali ao lado.
Apesar da erosão devido ao desaparecimento da cobertura vegetal ainda se vê bem que esta era uma zona húmida há não muito tempo.

 

Ainda do Ar...

Esteiro em Alhos Vedros​​​​Ora aqui temos mais uma panorâmica bem interessante sobre parte da nossa freguesia, que mostra como antigamente existia um esteiro do Tejo que entrava para sul até ao que agora são os Bairros Gouveia e Francisco Pires e a Vila Verde, enquanto outro se espraiava pela Vinha das Pedras.
Dá para perceber, na sequência do Parque das Salinas – ele próprio feito numa zona alagada todos os Invernos – o prolongamento para montante das linhas de água que iam desembocar na zona da Igreja e do Cais Velho, onde a força das águas das marés fazia mover as mós do Moinho de Maré. Repare-se como o Bairro Francisco Pires fica no meio dessa zona húmida que contorna do lado poente a Vila Verde (alguma razão existiria para o nome) e é bem visível ao vivo pela vala e
canavial que a assinalam até perto da Piscina.
Do lado da Vinha das Pedras, aquela espécie de V invertido, a poente do Ecocentro, que se vê melhor quando se amplia a imagem termina no muito apropriadamente chamado Vale da Amoreira. Aqueles eucaliptos que por ali sobram, junto daquelas habitações precárias (as de madeira, não são os blocos de apartamentos, seus maldosos), são o que resta do arvoredo utilizado para drenar, de uma maneira natural, aqueles terrenos.

 

Do Ar...

Fonte da Prata​​​​... é mais fácil percebermos onde estão as antigas linhas de água que desaguavam no estuário do Tejo, através das planuras ribeirinhas.
Por mera curiosidade, há muitos, muitos anos, aprendi por razões profissionais a interpretar fotografias aéreas e imagens de satélite.
Mas neste caso nem é preciso grande qualificação.
As imagens disponíveis no Google-Earth para a nossa freguesia e concelho foram claramente recolhidas durante o Verão ou durante um período de tempo seco.
Do ar, nestas circunstâncias, tornam-se claramente visíveis as zonas de maior humidade, porque mantêm uma tonalidade verde, mesmo quando tudo ao redor está amarelo.
Neste caso, temos a zona alargada da Fonte da Prata, onde se prevê o desenvolvimento de mais loteamentos para construção e usos múltiplos.
Repare-se como uma das antigas zonas de ribeiro passa a poente da antiga Novobra, actual MercMoita, enquanto outra contorna por nascente o palacete da
Fonte da Prata e se dirigem para o Tejo.
Claro que os técnicos sabem que esta zona é extremamente húmida no subsolo e obviamente que quem aí vai construir o fará com as devidas precauções.
Como também é natural que a impermeabilização do solo não será feita de modo a ignorar que estas pequenas e quase imperceptíveis depressões do terreno se prestam muito a deslizamentos ou afundamentos do solo (bastam 2/3 cm para fazer bons estragos), à abertura de crateras em artérias alcatroadas e mesmo a danos na estrutura dos edifícios quando a humidade aumenta e a terra por baixo das construções se lembra daquilo para que servia no passado (captação e escorrência das águas pluviais, por exemplo).
E, claro, há sempre aquele pormenor das inundações onde menos se espera, quando chove “mais do que a média” e o sistema de escoamento de origem antrópica (gostei desta expressão, que aprendi com um nosso leitor amigo e uso-a sempre que posso) só foi feito a pensar na média.
Mas, obviamente, tudo isto está contemplado nos estudos que projectam construção a galope para esta área.
Nem outra coisa é de imaginar.

 

November 18, 2005

Abater ou Quando Abater...

... eis a única questão que se coloca quanto às poucas dezenas de sobreiros que ainda resistem entre a Lagoa da Pega e as traseiras do Plus.
A proposta de revisão do PDM destina toda esta área a casario ou aos sempre criativos “usos múltiplos propostos”, uma categoria que um leigo como eu acha muito divertida.
As notícias são contraditórias quanto ao avanço ou recuo do vereador Garcia na sua sanha progressista terceiro-mundista.
Mas a verdade é que a marca da condenação já lá está. É só visitar as fotos publicadas no AVCity e no Blog do Brocas e, de caminho, já agora os textos no AV ao Poder .

 

Isso também se aplica na Moita?

Por não ter sido cumprida a Convenção de Aarhus
‘Os Verdes’ apresentaram reclamação à CE
O Partido Ecologista “Os Verdes” apresentaram à Comissão Europeia uma reclamação contra o Estado Português por não ter sido cumprida a Convenção de Aarhus e Directiva 2003/35/CE, que estabelece a participação do público em Planos e Projectos relativos ao ambiente.

Do Repórter Online

Ou só se aplica ao Poder Central, como de costume?

 

November 15, 2005

Zonas em Risco de Extinção!

Imagem em vias de extinçãoVale do Trabuco, Cabau, Fontaínhas, Quinta da Migalha e muitos outros locais do concelho, na freguesia de Alhos Vedros e não só, zonas verdes que restam perante a investiga do betão estão em risco de ser trituradas de vez ao sabor das desanexações da REN pois parece que o valor ecológico dos terrenos varia muito numa década. Áreas importantes para captação e escoamento de águas pluviais, bem como pequenos ou médios pulmões da nossa região, devem seguir o destino que estraçalho muitos outros espaços que mereciam preservação.

... e a reportagem já está no Alhos Vedros Visual.

 

November 13, 2005

O Plano da Moita

«E por falar em desordenamento do território, recorde-se que o caos urbanístico e as trapaças generalizadas – desde a construção de clandestinos às violações de PDM - são fenómenos que em Portugal ocorrem a todos os níveis sócio-económicos e em todos os locais, até em Áreas Protegidas. Nenhum desempenho autárquico pode prescindir de erradicar a promiscuidade entre o imobiliário e autarcas, designadamente através do financiamento das autarquias pelas mais-valias da construção.
(...)
E por falar em paisagem e desmazelo, lembre-se também a inevitável mudança de atitude face a dois dos mais importantes instrumentos de ordenamento territorial: a RAN e a REN. Actualmente, a maioria dos autarcas (57%) nutre por estas duas áreas de estatuto especial uma especial antipatia. E com alguma razão. A sua aplicação tem sido errática, oscilando entre a proibição absurda de toda e qualquer actividade e as desanexações avulsas à vontade dos fregueses mais poderosos. A REN e a RAN são demasiado importantes como estruturas nacionais para serem lançadas aos duelos entre autarquias e poder central e os mais ignóbeis expedientes têm obtido sucesso graças a esta tensão e a esta confusão.»

in Luísa Schmidt, “Autarquias: tolerância zero”, Única, 12 de Novembro de 2005, pp. 104-106

Nota: O bold foi adicionado por Av1 e o bold vermelho foi adicionado por MdS.

 

November 10, 2005

Será que cá alguém ouve o sr Presidente?

«Sampaio defende turismo de qualidade e combate ao “chico-espertismo”
(...)
“Precisamos de arvorar a causa do ordenamento do nosso território em termos correctos e sustentados como uma grande causa nacional. (...) Esta é, não apenas a única maneira de combater tantos desastres e evitá-los no futuro, mas também o modo como saberemos agir com vista a esse futuro”, disse, referindo-se aos desafios para o turismo nacional, no final da Presidência Aberta dedicada ao sector.»

in Público Online

E nós é que somos umas bestas, uns fascistóides, uns anti-democratas. Ainda bem que falamos pelo mesmo diapasão. Ainda bem.

 

A grande dúvida!

O que será que andam a fazer o Luís Nascimento, o Raminhos, a Eurídice e o Helder Pinhão?

É que antes das eleições era muita conversa sobre o PDM e agora…

Será que a tal ilegalidade que o Vitor Cabral levantou e que DAVA PERDA DE MANDATO deixou de dar agora que o CDU ganhou com maioria absoluta ?

Perguntas, perguntas, dúvidas imensas.

 


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