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Blog Action Day - Get Involved!

August 30, 2005

O Problema da Água e outras questões...

Isto como as conversas são como as cerejas houve um artigo no Alhos Vedros ao Poder sobre o Problema da Água que se foi esticando por aí fora. Ora! Palavra puxa palavra e a questão acabou nas árvores, jardins florestas e em muitas coisas mais.

Aconselho a leitura do artigo no Alhos Vedros ao Poder e dos seus inúmeros comentários, alguns de interesse e outros não.

 

A Democracia em funcionamento

«Minhas Senhoras e meus Senhores,
Esta Reunião era para ser com 6 ou 7 de entre vós.
Com tanta gente eu não falo.
Só vos digo e repito que Eu e a Câmara não enviaremos para decisão superior o Projecto de PDM ora em Discussão Pública, enquanto a Lei da REN (Dec. Lei 93/90 de 19 de Março) não for alterada.
Depois de eu falar o que vos estou dizendo, ninguém pode falar, pois isto é só uma Declaração da minha parte, e, ao terminar, ausento-me de imediato da Sala.
Não há portanto direito nem a perguntas, nem a intervenções da parte de nenhum de vós.
Como vos disse, com tanta gente eu não falo, pois só estava à espera de 6 ou 7, e não de 200 Pessoas.»

João Lobo, Presidente da CMM, citado de memória n’ A Várzea da Moita

Palavras para quê, é um autarca português !
É a Democracia como a vivemos.

 

August 29, 2005

PortugalPolítico.com


“O projecto www.portugalpolitico.com tem, entre outros, dois objectivos principais: – Disponibilizar o máximo de informação sobre as candidaturas aos órgãos municipais dos 308 concelhos do país, nas eleições do próximo dia 9 de Outubro, proporcionando aos candidatos a possibilidade de difundirem os seus programas políticos, exporem pontos de vista e defenderam as propostas que submetem à apreciação do eleitorado; – Criar um espaço onde os eleitores possam colocar questões e avançar sugestões e comentários, como forma de fomentar a participação cívica e aprofundar a cidadania e a democracia.”
in http://www.portugalpolitico.com/

 

Erros e mais erros...

Chegaram-nos à redacção mais algumas estranhezas e irregularidades deste PDM que aproveitamos para fazer passar a informação. Envie-nos o que sabe que a sua anonimidade será escrupulosamente garantida.

Aqui ficam então as questões enunciadas:

  1. A elaboração da carta REN partiu de um principio errado ou seja só se demarcou a REN fora dos perimetros urbanos assinalados no PDM 1992. Ora como estamos a rever o PDM haveria que corrigir também os perimetros urbanos porque estes não foram constituidos como os actuais. Os perimetros urbanos do PDM de 92 engloba terrenos de urbanização não programada onde não existia qq construção ou infra-estrutura o que hoje não é possivel. Na lei actual os perimetros urbanos são compostos por solos urbanizados e de urbanização programada.

    Quero dizer com isto que a REN do concelho ainda devia ser maior porque devia excluir apenas as zonas edificadas e a partir daí analisar pedidos de desafectação caso a caso.

    Deu jeito que alguns solos que eram REN e que não têm qualquer construção ou infra-estrutura que estavam em solos não programados não viessem assinalados pois assim já não foi preciso apresentar justificações para excluir da REN.

    Este foi um grande artificio que foi usado mas que não convence.


  2. Existem justificações para exclusão da REN que não são exactas, pelo menos uma no Penteado.

  3. Em frente à escola fragata do Tejo na estrada do Rosário o PDM propõe uma área de expansão para construção de prédios de 4/5 pisos em solo de REN efectiva mas que não é indicado como tal. Muita gente está indignada com esta proposta mas se calhar não fazem nada.

  4. Todas as industrias do concelho, quer de confecções, quer de cortiça, implantadas em vários hectares de terreno estão assinaladas como “espaço habitacional existente”. Esta classificação faz com que seja possivel a construção de edificios de 3 pisos sem qualquer limite. É até caber porque não estão definidos indices.

  5. O cemitério de Alhos Vedros está classificado de “espaço verde urbano existente” e o da Moita é “espaço de equipamento colectivo proposto”????

  6. Para o cemitério do Pinhal do Forno pede-se agora a desafectação da RAN. Primeiro construiu-se em RAN e muitos anos depois pede-se a desafectação

  7. Uma das grandes vacarias da Moita, do sr Chula, está em REN (o solo deve estar óptimo para constituir REN Por outro lado é classificado de “espaço agricola periurbano” quando devia ser “espaço agro-pecuário”.

  8. Há zonas de “espaços multiplos existentes” cuja delimitação é o dobro do existente. Está incorrecto pois devia existir 2 classificações, a que é existente efectivamente e outra de proposta.

  9. A lei do ruído está mal aplicada pois não tem nada de cientifico a não ser 2 linhas paralelas a vias onde há muito tráfego. Não se entende a designação de “corredor de protecção acústica” ...o que é que se protege? Considerar isto de “caso-piloto” é muito fraco. Quando não se sabe contratam-se especialistas …

  10. O PDM respeita o Plano de Pormenor da Marginal publicado em 11 de Julho de 1995 nº 158 II série, mas de facto a obra que está actualmente em curso não respeita este Plano de Pormenor sendo por isso uma ilegalidade.

  11. Prevê-se uma urbanização de milhares de fogos em que cerca de 3000 fogos estão em REN. Como se faz para se construir? O dono do terreno paga um Plano de Pormenor e oferece-o à Câmara. O Plano de Pormenor vai aprovado e tudo bem!! Mas como é isto possivel – o solo é ou não REN consoante o tipo de plano que se faz? O solo muda consoante se faz um PDM ou Plano de Pormenor?? Não se entende.

  12. Perto do Cabeço Verde estão a construir as infra-estruturas de uma urbanização e a derrubar uma quantidade de sobreiros numa zona que ainda é REN sem que a CMM faça absolutamente nada? Quem deu ordem ou licença para se começarem as infra-estrutras?

  13. E, como de costume, muito mais haveria a dizer…

Fica aqui o nosso agradecimento a este(a) municipe pela sua colaboração.

 

August 26, 2005

Várzea CHUMBA revisão do PDM da Moita...

With a Litlle Help, from his Friends…

“A discussão vai mesmo prolongar-se para além das eleições autárquicas de Outubro próximo, garantiu o edil. Na próxima segunda–feira terá lugar uma discussão mais técnica e um ponto de situação sobre as medidas do executivo sobre o PDM, e em que participarão representantes dos moradores da Várzea da Moita.”

  • E a esta grande vitória que a todos dá alegria, são tábuas para o caixão do moribundo PDM, plagiando o Tino Flores… AV1

  • Então e os restantes municipes não têm direito a participar? Olhem que isto me parece altamente irregular. Ou bem que é uma reunião pública ou bem que é uma mera audiência a um grupo de munícipes.

    Esclareçam-me por favor com razão, data, hora e local. — Mário da Silva


  • A discussão vai mesmo prolongar-se para além das eleições autárquicas de Outubro próximo, garantiu o edil

    Mas que raio de novidade é esta? É claro que se vai prolongar.

    Basta que hajam suficientes reclamações e o PDM tenha de ser alterado e re-aprovado na Assembleia Municipal para que tenha de haver nova Discussão Pública, embora por período menor de tempo. Está escarrapachado na Lei.

    Mas esta malta pensa que somos todos parvos ou quê? — Zé João


 

Reviravoltas... ou talvez não.

Excerto da sessão pública da CMM de 24/08:

Vereador Rui Garcia, Vice-Presidente da Câmara:
“...Eu sou contra a aplicação da REN na Barra Cheia e nos Brejos da Moita. Tal medida é desnecessária, errada e injusta. Essa medida não respeita os usos concretos do solo”.

Presidente da Câmara João Lobo:
“...Daqui afirmo que o Processo do PDM parará, enquanto a Lei da REN se mantiver.Nós não enviaremos para cima para aprovação o novo PDM, enquanto esta lei má (Lei da REN) vigorar”

Um dos Moradores presentes pediu a palavra e disse:
“... É positivo o que disse o Senhor Vice Presidente, e positivo é o que disse o Senhor Presidente. Iremos agarrar-nos sem esquecer às vossas palavras positivas, que agradecemos.
Acontece que os Senhores não são simples Cidadãos sem responsabilidades de topo na Câmara. Antes têm a faculdade de propor REN e de retirar REN.
Aliás, a REN (errada) de 1992 foi aplicada ao Concelho da Moita pela Portaria 778/93 de 3 Setembro, sob a vigência do Dec. Lei 93/90 de 19 Março, com uma expressão menor, bem menos extensa que a actual Proposta.
Hoje, sob a mesma lei (o Dec Lei 93/90 é o mesmo, nada mudou), é proposto um aumento de REN de mais 922 hectares, todos esmagadoramente situados na Várzea e destinados a esmagar a Várzea da Moita.
Por isso, com as vossas responsabilidades, pedimo-vos sem ambiguidades: Amanhã de manhã é dia de trabalho, amanhã dia 25 de Agosto de 2005 aceitem deixar caír esta errada, injusta e desnecessária Proposta de REN. Façam isso, de outro modo falar é bom,registamos, mas não nos chega, não nos consola”.

Retirado de um comentário do AVP



E fazendo meus os comentários dos autores do comentário no AVP:

Mas… a consulta pára quando? Amanhã? Depois de amanhã?
O projecto de Revisão é só aprovado nas partes relativas à defesa dos interesses dos promotores imobiliários?

A mim, mais do que o problema da REN e da Várzea, preocupa-me sinceramente que este PDM possa ser aprovado parcialmente e que o abrandoamento do concelho siga a toda a força, como já alertei neste blog e noutros por diversas vezes.

Ou será que só foi proposta a interrupção, da que é no meu entender desde o príncipio uma manobra de diversão para fazer passar o “grosso da urbanada”, daquilo que não seria nunca aprovado mas mantendo tudo o resto tal qual está?

Também o PS reclamou sobre a contagem errada dos prazos? Não nos espantou nada. Já o tínhamos dito noutro blog e até estranhamos tanta demora na reacção.

Será que o(s) advogado(s) da Câmara, Dr. Marino Vicente (e outros), consegue(m) contrapôr com os advogados da Direcção Geral do Ordenamento do Território? Duvidamos, duvidamos.

Sendo assim cada vez percebemos menos este PDM.

Afinal, se o Executivo actual não concorda com ele porque não o disse nunca?

E se é para suspender que se suspenda de forma legal e não só em palavras.

Deixamos aqui uma proposta singela ao nosso Executivo:

Suspendam oficialmente a Discussão Pública até depois das eleições autárquicas e aproveitemos todos esta época de campanha eleitoral para promover colóquios em que as várias candidaturas à Presidência da Câmara possam apresentar as suas propostas estratégicas para o desenvolvimento do concelho.

Essas propostas deveriam depois servir então para adaptar o trabalho já feito a uma opção mais concensual do ponto de vista politico-partidário e também do ponto de vista da aceitação da população.

 

Socialistas contestam contagem de prazos do PDM

O Partido Socialista, na pessoa da Deputada Municipal e Candidata dos Socialistas à C.M. Moita, Eurídice Pereira, enviou oportunamente uma carta ao Presidente da C. M. Moita onde contesta a contagem do prazo que antecede à abertura do Inquérito público ao P.D.M..

No teor da carta lê-se “Ao entrar em discussão pública o projecto de revisão do PDM da Moita, consultámos a DGOTDU – Direcção Geral de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano considerando procedimentos adoptados por essa Câmara Municipal. Assim, questionámos a referida Direcção Geral relativamente ao prazo de 15 (quinze) dias que precede a entrada do projecto de revisão do PDM em discussão pública para saber se a contagem era em dias seguidos ou úteis. Essa Câmara entende ser em dias seguidos.” Às inquietações dos Socialistas responde o Sr Director Geral da DGOTDU, João Biencard Cruz, através da Subdirectora Geral, Isabel Moraes Cardoso, e diz o seguinte “O prazo de 15 dias que precede o período de discussão pública, previsto no nº 5 do artº 77º do Decreto Lei n~380/99 de 22 de Setembro, na redacção conferida pelo Decreto-Lei nº 310/2003, de 10 de Dezembro, conta-se em dias úteis, tal como o período de discussão pública, em virtude de se tratar de prazos do procedimento administrativo inferiores a seis meses, nos termos do nº 1 do artº 72º do Código do Procedimento Administrativo ( Decreto-Lei nº 442/91, de 15 de Novembro, alterado pelo Decreto-Lei nº 6/96, de 31 de Janeiro)”.

Desse modo os socialistas rematam a missiva “Solicitando as diligências adequadas no sentido de serem emendados os procedimentos com a necessária urgência.”

Ouvimos ainda, em primeira mão, Eurídice Pereira sobre o assunto, tendo-nos referido que “São muitas as opções polémicas preconizadas no PDM ora em discussão. Como é do domínio público, o executivo camarário não tem sabido, minimamente, justificar tais opções remetendo para os técnicos que, em muitos dos casos parecem condenados a explicar o inexplicável.” E acrescentou “Este é um processo que cresceu torto com o constante desprezo institucional do governo local para com os pedidos efectuados pelos membros da oposição. Agora verifica-se que o P.D.M. propõe, por um lado, a criação incompreensível de grandes áreas a urbanizar como é o caso de terrenos no Juncal, Juncalinho, Arroteias Sul, Fonte da Prata Sul, Cabeço Verde, Estrada do Gaio/Rosário, Fontainhas, Quinta da Migalha, entre outros, numa espécie de “Nova Brandoa”. Por outro lado, propõe a alteração de grandes áreas de sequeiro para terrenos da reserva ecológica, prejudicando milhares de famílias. Então com tanto por esclarecer como pode ser possível a utilização de expedientes contrários à lei para acelerar o fecho de um processo que ninguém percebe? O PS está indisponível para compactuar com esta irresponsabilidade do poder executivo e tudo fará para assegurar a seriedade de todo o processo e, acima de tudo, a defesa dos interesses da população que é, justamente, a principal interessada.”
in site do PS Moita e na imprensa local

 

August 24, 2005

O PDM e tal...

Depois de colocar boa parte das minhas leituras em dia, verifiquei que o debate em torno do PDM foi – tal como os responsáveis da CMM pretendiam – esmorecendo e ficando localizado a pequenos fogachos, se exceptuarmos o activismo do pessoal da Barra Cheia (“Várzea da Moita” não me cai muito bem, mas enfim…) e um ou outro comentário avulso dos leitores.

Mesmo em termos de blogosfera, o Fórum RPDM desapareceu sem deixar rasto e um outro blog que se anunciou mal arrancou e empanou logo.
Isto é causado pelo comportamento típico da malta de cá e tem sido esse mesmo comportamento, entre o grande entusiasmo inicial e a saída disfarçada pelos fundos, que tem levado o concelho, em geral, e a freguesia de Alhos Vedros a afundar-se na apatia e no marasmo (e eu não me estou a excluir deste tipo de atitude). Por um lado, temos os chicos-espertos que se alaparam ao Poder e fazem tudo para o manter, do
outro, temos outros joaquim-malandrecos que se querem alapar a ele de toda a forma e, pelo meio, ficamos todos nós mexilhões a levar com lama nos olhos.

Fazendo um balanço a 10 dias do final do período de discussão pública do PDM, gostaria de resumir aqui vários dos aspectos que ressaltam de todo este processo:

a) O processo de revisão do PDM da Moita sofreu uma evidente inflexão com a substituição de João de Almeida na Presidência da CMM e com a troca da dupla JAlmeida/JLobo na direcção política das questões de ordenamento e urbanismo pela dupla JLobo/RGarcia. Só assim se explica o retrocesso que se viveu à volta de 2003 e que fez tudo voltar quase ao princípio e reiniciar-se de acordo com uma outra “lógica”. Se é verdade que João de Almeida estava longe de ser um visionário e de, provavelmente, um PDM consigo na Presidência não passar de uma continuação do anterior com todos os seus vícios, também não deixa de ser verdade que o novo modelo de PDM apenas representou um salto da frigideira para a grelha, pois o visionarismo da dupla dinâmica apenas consegue chegar à visão do concelho como um dormitório suburbanizado até á medula, com a aparência de “qualidade de vida à beira-rio”.

b) Nesta sua fase final de abertura à discussão pública, o calendários e os processos de debate revelaram uma atitude claramente anti-democrática e autista da CMM em relação aos munícipes.
A CMM marca a hora e o lugar para meia dúzia de intervenções, não corresponde a mais solicitações e manda botar abaixo as críticas ao seu projecto como sendo apenas manifestações de interesses particulares.

c) Os responsáveis políticos mais visíveis e directamente responsáveis pela coordenação política deste processo (JLobo e RGarcia) sofrem de fortíssima amnésia relativamente ao que escreveram apenas há um par de anos atrás, sendo especialmente notório esse problema de descordenação verbal no vereador Rui Garcia que, na prática, desdiz tudo o que afirmou até 2003 e que se encontra escrito quer na imprensa local como nos boletins autárquicos.

d) Durante o processo de discussão pública, quando as críticas ao PDM são de carácter geral, são apontadas como pouco concretas e necessitando de especificação; quando são concretas e suportadas tecnicamente são acusadas de serem demasiado técnicas e específicas (veja-se o que, mesmo na blogosfera, é apontado às queixas dos Moradores & Proprietários. Ou seja, se é geral é porque é geral, se é específico é porque é específico.
E, para cobrir a coisa, afirma-se que o PDM vem incomodar os “interesses” de alguns. Pois… resta saber se também não vem manter os “interesses” já bem instalados de outros.

e) Em todo este processo, claro que a aposta da CMM é a desmobilização, nem que seja pelo esforço de descredibilização dos críticos a este modelo de PDM e a diversas das suas soluções. Quem aparece nas sessões de esclarecimento público diz e contradiz-se, prometendo que o que está no papel não é bem para cumprir, porque há forma de contornar a coisa. Claro que o objectivo é fazer passar o projecto e depois fazer as adaptações que derem jeito, conforme os “interesses” mais pressionantes. Já foi assim com o anterior PDM, por isso…

f) Perante isto, a Oposição local (ou posições) oscila entre a crítica cosmética (PS), pois no fundo se partilha a visão de um concelho-dormitório, a completa confusão (PSD) e a preguiça ou incapacidade de formular propostas alternativas claras (Bloco). Na prática, as divergências de fundo são mínimas entre CDU e PS, enquanto as restantes forças políticas revelam a falta de meios e conhecimentos para costestarem as opções apresentadas pela CMM.

g) Finalizando por agora, resta-me repetir o que aqui já escrevi de forma dispersa: discordo do modelo deste PDM, da sua lógica de ordenamento urbanístico, da forma como tratam a utilização dos solos ainda não urbanizados e do modo como subalternizam a riqueza natural da faixa ribeirinha aos interesses que apenas a pretendem tornar um chamariz para os futuros habitantes das urbanizações planeadas. Já escrevi, mesmo durante o meu exílio veraneante, que não percebo porque a REN praticamente não abrange a frente ribeirinha do concelho, enquanto se concentra quase exclusivamente numa zona que, em termos de ecossistema, me parece bem mais pobre e mais útil para inclusão numa classificação de RAN.

Vou ser muito claro: eu não tenho terrenos e “interesses” particulares a defender neste processo; a REN, a RAN ou as novas urbanizações passam-me ao lado. A zona onde eu e os meus familiares se encontram pouco vai (ou pode) mudar. O que me move é apenas o lamento por constatar que aqueles que têm o poder para melhorar as coisas parecem ter ficado presos a uma lógica de desenvolvimento terceiro-mundista, já experimentada na Margem Norte do Tejo ou em Setúbal e cujos resultados se revelaram francamente insatisfatórios e socialmente deprimentes, para não dizer que foram um dos motores do aumento da fragmentação social e dos mecanismos de exclusão.
Mas, enfim, não podemos esperar muito mais de quem aposta mais em cartazes de propaganda do que em simples acções de limpeza dos espaços públicos ou de recuperação do património.
E o mesmo se diga de uma Oposição, que apesar de embalada pelo Estado-Rosa não consegue esconder a sua falta de ideias próprias alternativas (sabendo-se o que se sabe acerca dos custos dos TCB a ideia de uma rede de mini-buses só pode ser delírio).

 

E já só faltam...

Revisão do PDM da Moita

... DEZ DIAS para o fim da discussão pública.


Aja agora! Já!

 

August 23, 2005

De volta ao negócio!

Decidi passar para aqui também dois comentários feitos no Alhosvedrense, não vá o mesmo desaparecer de súbito.

Assim sendo e sobre o artigo interessante em alguns pontos e que pode vêr em De volta ao negócio! deixo os meus dois comentários:

Este executivo da CMM é sério e faz trabalho e que criticas recebe? – Arranjos de rotundas para fins eleitoralistas! por Alhosvedrense

Para não me alongar. Instruções:
1. lêr aqui;
2. Procurar Em contrapartida, a COMITUR irá comparticipar ou executar
3. Explicar porque é a CMM a fazer o arranjo e nãoa a COMITUR conforme notícias recentes
4. Explicar o que se passa afinal com o Pinhal do Forno
5. Espera resposta.

Está suficientemente curto e não prolixo?


e

Não me cabe a mim averiguar a veracidade de pareceres e/ou a honestidade intelectual de quem elaborou o PDM! por Alhosvedrense

Pelo contrário, caro amigo, pelo contrário. Cabe-nos a todos averiguar a veracidade e honestidade—intelectual ou outra qualquer—- de todos os passos deste PDM. É o nosso futuro e é para isso que existe a Consulta Pública Obrigatória.

A mim parece-me mais preocupante encher de construções a estrada nacional entre Alhos Vedros e a Moita, que integrar a várzea na REN! por Alhosvedrense

Nem mais. E o que irá acontecer é que o rebuçado será dado aos reclamantes e a parte preocupante passará.

Sabe que o PDM pode ser aprovado parcialmente? Não! Então aconselho-o a dar uma vista de olhos sobre a Lei: Decreto-Lei n.º 380/99, § 68, nº 3

Exemplos do que falo em #1 e #2.

Até mais.


e no artigo Quem não sabe… pergunta!
A integração da Barra Cheia na REN deve-se única e exclusivamente à existência no sub-solo do maior e um dos melhores aquíferos do país!
E esta hem? Que fazer então?
por Alhosvedrense

De notar que na Quinta da Migalha existe uma zona de máxima infiltração extensa e que isso não impede de todo a existência de uma UOPG impressionante sobre esse território.

E que na Quinta da Fonte da Prata (Norte) existe uma área agricola de classe A e isso também não impede as casas de ficar implantadas até ao limite máximo possível e quase em cima dos viveiros.

Como diz o povo: Ou há moralidade ou comem todos.

Até mais.

 

August 19, 2005

Para zona delimitada pela Fonte da Prata (Sul), pela antiga E N 11 e pela Caldeira da Moita, destinada a parque de empresas, equipamentos...

Câmara da Moita protege maior mancha florestal do concelho

A Câmara Municipal da Moita vai celebrar um protocolo com a COMITUR - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. que vai permitir um novo modelo de ordenamento territorial para uma área de 64ha, situada no Pinhal do Forno, na Freguesia de Alhos Vedros. Esta parcela de terreno vai passar para o domínio municipal, assegurando-se, desta forma, a defesa da mais importante mancha florestal do território, constituída por pinhal e outras espécies arbóreas.

O protocolo aprovado visa o desenvolvimento de uma operação de loteamento urbano – mediante a elaboração de um plano de pormenor – para uma zona delimitada pela Fonte da Prata (Sul), pela antiga Estrada Nacional 11 e pela Caldeira da Moita, destinada a parque de empresas, equipamentos colectivos, habitação e espaço verde público. Em contrapartida, a COMITUR irá comparticipar ou executar o arranjo interior das rotundas actualmente em construção na estrada entre Alhos Vedros e Moita, ceder a área necessária para equipamentos colectivos e espaço verde na futura zona urbana e ceder para o domínio municipal um terreno da sua propriedade, no Pinhal do Forno, que constitui a mancha verde em causa.

Este acordo traduz-se assim na redução dos perímetros urbanos, na reserva de território com interesse público e na valorização ambiental do concelho, resultando directamente dos estudos efectuados no âmbito da revisão do Plano Director Municipal que se encontra na sua fase final. Recorde-se que anteriormente estava previsto para o Pinhal do Forno a construção de um empreendimento de carácter turístico e de uma zona habitacional que poderia pôr em causa a manutenção do maior ‘’pulmão verde’’ actualmente existente no concelho.
in Câmara Municipal da Moita – Noticia de 2003-02-26

Ê pá! Ê pá! Ê pá! Agora é que eu estou mesmo baralhado de todo.

 

Barreiro e Moita Alvo de Incêndio

Fogo já circunscrito na Cidade Sol

Um incêndio lavrou, durante esta tarde, na Cidade Sol, abrangendo os concelhos do Barreiro e da Moita. De acordo com informações dos Bombeiros Sul e Sueste do Barreiro, “presentemente, o incêndio já está perfeitamente controlado e circunscrito”.

Segundo declarações prestadas pelo chefe Beja, dos Bombeiros Sul e Sueste do Barreiro, o fogo que lavrou esta tarde na Cidade Sol abrange dois concelhos. “Uma pequena parcela pertence ao concelho do Barreiro, mas a maior parcela pertence ao concelho da Moita”, afirmou.

As informações que chegam ao quartel permitem confirmar que não são necessários mais meios na área afectada. Trata-se de uma zona de mato, mais propriamente o Pinhal das Pretas, situado após a Quinta da Mina. “Não há qualquer perigo para a população, uma vez que não se localiza em zona de habitação”, salientou o chefe Beja.


in Diário do Barreiro

Isto é para as bandas daquela zona REN junto ao Vale da Amoreira que tem dado tanta polémica e que já está protocolada com a CMB para a converter em urbanização muito brevemente, ou estarei enganado? A minha geografia anda um bocado mal mas pareceu-me quando olhei para o mapa do PDM que é bem fraquinho para estes olhares.

Claro que posso estar enganado e tenha sido somente o Sol Escaldante e as Altas Temperaturas que hoje se fizeram sentir que provocaram este malfadado incêndio.

Ou então poderão serenamente aplicar-se o celebre adágio Cherchez La Femme...

 

August 11, 2005

Pedido de esclarecimento urgente!

Existem algumas estranhezas que gostaríamos de vêr esclarecidas a bem da Verdade e da credibilidade do nosso sistema político. Dessas questões deixo aqui alguns tópicos a esclarecer quanto antes.

Por exemplo, porque é que:

  1. TODA a RAN foi colocada em sobreposição com a REN (ou vice-versa);

  2. há terrenos que estão planeados como REN mas já têm protocolos que prevêem a sua completa urbanização e que, por isso, já estão preparados para serem desanexados até com vagas propostas de interesse público;

  3. há terrenos de REN incrustados no meio de zonas de construção e que são imcompreensíveis excepto, talvez, se virmos quem são os donos dos urbanizáveis;

  4. são os Contrutores Civis a beneficiar dessas desanexações a Financiar Planos de Pormenor das mesmas;

  5. a edição impressa do DistritoOnline foi em parte financiado pela firma de construção civil Rodrigues e Filipe sendo que a mesma não passou de um jornal de propaganda à edilidade moitense;

  6. o mesmo se passou com o concerto dos Xutos & Pontapés (“apoiado” por duas empresas de construção civil);

  7. a “discussão” da Revisão do PDM — chamemos-lhe eufemísticamente assim — foi toda colocada durante as férias e que os processos só estão para consulta nas Juntas e CM durante o horário de expediente;

  8. durante a fase de apresentação a sessão correspondente à freguesia mais causticada urbanisticamente foi efectuada num dia de semana às 17:30;

  9. existem suspeições de relações pouco claras entre elementos do departamento jurídico da CMM e alguns construtores civis amplamente beneficiados nesta revisão do PDM;

  10. existe especulação sobre os terrenos lcassificados como urbanizáveis na zona do Penteado;
  11. Existem inúmeras áres classificadas como espaços habitacionais existentes que não têm nada no chão ou são espaços indeferenciados e arruinados e fábricas desactivadas semi-arruinadas.

  12. se especula da existência de relações entre elementos influentes da CCDR-LVT e a empresa responsável pela execução da revisão do PDM;

  13. os ficheiros que se encontravam disponíveis — embora não imprimíveis — no site da CMM estão actualmente aparentemente indisponíveis
  14. o material disponível na internet se resume a 15 documentos e não à totalidade dos que se encontram disponíveis em papel.
  15. E muitas, muitas outras coisas.

O que fôr Verdade que se investigue, o que fôr Mentira que se esclareça. A quem de direito que se pronuncie, por favor, pois a Democracia precisa de mais transparência.

 

August 10, 2005

Blogs do PDM on hold

Estranhamente todos os blogs referentes à discussão sobre o PDM estão de molho. Esperemos que se reanimem antes do fim do mês ou já não serão precisos para nada.

Única excepção para o blog da Várzea da Moita: Reserva Ecológica Nunca! que por razões óbvias e evidentes mexe que farta…

É preciso não esquecer que, a menos que algo aconteça, o período de discussão do PDM acaba no próximo dia 2 de Setembro de 2005.

 


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